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Dicas: Como aumentar a vida útil do pneu

O proprietário precisa saber que tipo de pneu e roda são adequados à proposta de seu automóvel. E, pode acreditar, essa decisão fará diferença: o pneu é o único ponto de contato do veículo com o asfalto e usar o modelo errado pode comprometer rodagem, absorção dos impactos (conforto e segurança) e até consumo de combustível.Os pneus têm basicamente a mesma estrutura: carcaça, talões (que o ancoram ao aro), cintas e overlay (reforço de banda), cintura (ou faixa lateral) e banda de rodagem. Um modelo se difere do outro basicamente pela carcaça (diagonal ou radial), largura, diâmetro interno, altura da faixa lateral e, claro, pelo desenho das ranhuras na banda de rodagem. Mas o que isso quer dizer? Carcaças radiais são mais duráveis, aderentes e estáveis. Elas são formadas por lonas de aço com cabos dispostos em arcos perpendiculares (as diagonais possuem lonas de fibra têxtil cruzada, mais rígidas, com maior fricção e transmissão das irregularidades dos pisos à camada exterior). Com isso, também reduzem o consumo de combustível (menor atrito com o solo) e a possibilidade de cortes e furos. Arcos mais largos e com cintura mais estreita absorvem menos as irregularidades do solo, comprometendo o conforto. Também prejudicam o consumo de combustível (por conta do maior arrasto), e os riscos de aquaplanagem em caso de chuva, já que dispersam a água com mais dificuldade. São recomendados apenas para veículos mais esportivos e potentes. Já a situação oposta (compostos muito pequenos) compromete aderência e estabilidade em piso seco (o ponto de contato com o asfalto é menor) e também o desgaste (pneus estreitos podem ficar sobrecarregados pelo peso gerado com certo veículo).

  • APRENDA A LER SEU PNEU:
  • + LT – indica o tipo de veículo adequado àquele modelo. LT, no caso, significa “Light Truck” (picape leve). Há ainda opções como P (passeio), ST (trailers ou reboque) e T (temporários ou estepes). + 325/60 – aponta o tamanho do pneu. Assim, 325 é a largura da banda de rodagem, em milímetros; 60 corresponde à proporção da altura da secção do pneu em relação a essa largura (no exemplo, a altura corresponde a 60% da largura). + R – sinal de que o composto é radial. Se ele for diagonal, nenhuma letra aparecerá nesse espaço. + 20 – diâmetro interno em polegadas. + 121 – índice de carga do pneu. Mostra quantos quilos ele consegue suportar (neste caso, 1.450 kg). Lembrando que este é o índice de cada unidade do jogo. + S – refere-se ao índice de velocidade. Indica o máixmo, em km/h, suportado pelo composto. A letra “S” equivale a 180 km/h. É difícil precisar a vida útil de um pneu, pois muitas variáveis podem alterá-la, como o tipo de veículo e, principalmente, como o motorista dirige. Entretanto, é possível prolongar a “validade” do pneu seguindo alguns passos: CALIBRAGEM: ajuste a pressão do pneu regularmente. Qualquer posto de combustíveis possui o equipamento para isso. Só é preciso ficar atento aos índices corretos: eles estão indicados no manual e em adesivos na área das portas dianteiras. Pneu muito vazio superaquece a borracha, reduz a durabilidade e aumenta o consumo de combustível. Pneu cheio demais provoca desgaste acentuado e deixa o composto mais suscetível a cortes e furos. ALINHAMENTO E BALANCEAMENTO: garantem redução das trepidações e fazem o pneu rodar em linha reta, proporcionando desgaste mais suave e uniforme. Alguns fabricantes recomendam os procedimentos a cada 5.000 km. O Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária) prega a cada 10.000 km. CONDUÇÃO SEGURA: andar a velocidades muito altas, frear e arrancar bruscamente, fazer curvas de forma agressiva e abusar de subidas e raspadas no meio-fio encurtam a vida útil do pneu. RODÍZIO: a troca de posição dos pneus permite um desgaste equilibrado entre as quatro unidades de um jogo (ou cinco, se o estepe também fizer parte). Deve ser feito a cada 5.000 km rodados. HORA DA TROCA: todo pneu possui, na base dos sulcos, marcas em relevo que indicam o nível de desgaste. Fique de olho. Se elas forem alcançadas, significa que o pneu ficou “careca” — atingiu o nível máximo de desgaste (1,6 mm de profundidade dos sulcos) e precisa ser trocado imediatamente, conforme determina o CTB (Código de Trânsito Brasileiro).

    Os pneus são extremamente importantes para o veículo. Eles ajudam na estabilidade e são fundamentais para manter o carro em atrito com o solo, especialmente em pisos molhados. Por isso, saber como cuidar dos pneus pode evitar acidentes, além de economizar com gastos desnecessários. Em geral, a vida útil de um pneu é estimada entre 30 mil e 70 mil quilômetros. Porém, esse prazo pode cair bastante se o seu uso for incorreto. Pensando nisso, o iCarros listou alguns cuidados que podem fazer seus pneus durarem mais. - Acelerar e frear bruscamente com frequência Essas ações desgatam prematuramente a banda de rodagem, fazendo com que os pneus durem menos. Nesse sentido, também é bom evitar girar o volante com o carro parado.  - Fazer curvas em alta velocidade É o mesmo princípio acima, você estará causando maior desgate, especialmente no ombro do pneu, reduzindo a sua durabilidade. - Dirigir sempre em alta velocidade Isso superaquece os pneus, acelerando o seu desgaste. - Subir ou descer desníveis Subir guias de calçadas, por exemplo, é um péssimo hábito, por isso, evite sempre que possível. Isso causa deformação na estrutura do pneu. É o caso também de evitar parar com o pneu encostado na guia.  - Passar por buracos  De novo, é o mesmo princípio do caso acima. Impactos e atritos na borracha podem causar danos irreversíveis. - Raspar o pneu no meio-fio Isso pode causar bolhas, exigindo que o pneu seja substituído. - Não calibrar os pneus regularmente O ideal é calibrar os quatro pneus a cada 15 dias ou semanalmente se você faz uso severo do veículo, seguindo sempre a pressão recomendada no manual do fabricante de acordo com o número de passageiros e a carga a ser transportada. E sempre com os pneus ainda frios, ou seja, depois de rodar no máximo cinco ou seis quilômetros. Pneus cheios demais desgastam prematuramente a parte central e ficam mais suscetíveis a impactos, enquanto pneus murchos desgastam primeiro as bordas e o ombro (a lateral que não faz parte da faixa de rodagem). - Não fazer alinhamento Sempre que colocar pneus novos, a cada 10 mil quilômetros ou quando notar o volante puxando para um dos lados, é importante fazer o alinhamento. Rodar com o veículo desalinhado causa desgaste prematuro e irregular dos pneus.  - Não fazer o rodízio de pneus Para que a borracha sofra um desgaste regular, o correto é sempre alterar a posição dos pneus entre os eixos dianteiro e traseiro a cada 5.000 km (para pneus diagonais) ou 8.000 quilômetros (para pneus radiais) - o prazo ideal está descrito no manual do veículo. Mas é importante ficar atento, pois a ordem do rodízio varia no caso de modelos com tração 4x4 ou se o pneu possui apenas um sentido de rodagem.  - Limpar com produtos abrasivos O famosos "pretinhos" são comuns nos lava-rápidos, mas os fabricantes recomendam limpeza apenas com água e sabão neutro. Alguns produtos químicos podem reagir com a borracha, reduzindo sua vida útil.  - Rodar com um pneu furado Em alguns casos, é possível reparar um pneu furado. Contudo, se você rodar muito tempo com ele murcho, o desgaste pode tornar isso inviável. Se houver danos na lateral, como bolhar, é necessário trocá-lo. 
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