Data: 21 de agosto de 2017

NOTÍCIA

Sucessor de Palio e Punto

Sucessor de Palio e Punto, o Fiat Argo agrada pela qualidade de construção, comportamento dinâmico, espaço interno com ressalvas e linhas da carroceria. Mas, peca muito em ergonomia O Fiat Argo substitui Palio e Punto com a missão de aumentar as vendas da montadora. Líder de mercado durante anos, a Fiat deixou as vendas minguarem pela mesmice. Falta de novos modelos, principalmente no segmento dos compactos. O subcompacto Mobi não convence como projeto novo.

As linhas do Fiat Argo não inovam, mas agradam. A frente segue a identidade atual da marca e traz semelhança com Mobi e picape Toro. Faróis grandes, capô chanfrado nas laterais e grade frontal enorme dividida ao meio. A traseira com lanternas estreitas horizontais faz alusão à marca esportiva do grupo, a Alfa Romeo. Porém, essas lembram as do Hyundai HB20 quando o carro é visualizado à média distância. O estilo parrudo do Argo é percebido de traseira. O carro parece estar grudado no chão. E passa essa sensação ao motorista. O Argo tem medidas semelhantes às do Tipo, um dos projetos mais racionais de toda a história do automóvel, mas sem tanta generosidade. A carroceria do Argo é construída com aços de alta resistência, o que aumenta a rigidez do conjunto.

Habitáculo é espaçoso, principalmente para pernas no banco traseiro. Porém, a caída brusca do teto a partir da coluna B (central), para dar aspecto de esportividade ao hatch de quatro metros de comprimento, limita o espaço para cabeça. Ocupantes com estatura superior a 1,80 m esbarram a cabeça. Além disso, é preciso abaixar ao entrar e sair do banco de trás sob pena de bater a cabeça. A estilização prevaleceu sobre a praticidade. O Argo tem distância entre-eixos de 2,52 m, somente um centímetro a mais do que o Punto. Essa distância é um dos determinantes do espaço no habitáculo O assento do banco traseiro poderia ser mais comprido para apoiar melhor as pernas, pois há muito espaço para elas. Porta-malas de 300 litros está coerente com as dimensões do carro.

O acabamento interno é de boa qualidade com encaixes e arremates benfeitos. Plástico do painel central é duro, mas de boa aparência. Argo passa a sensação de construção com qualidade. O som de fechamento das portas é abafado. Nada de ruído grave, dando a sensação de que a máquina do vidro vai cair. Quadro de instrumentos legível, com grafismo grande e tela enorme centralizada do sistema multimídia. A iluminação do habitáculo é feita pelo par de lanternas ao lado do retrovisor interno. É pouco. Conectividade está presente. O senão em visibilidade é a ¾ traseira por causa da caída do teto e pela largura da coluna C (traseira). A dianteira é muito boa. Retrovisores grandes e rebatíveis eletricamente na versão HGT compensam a deficiência. Comandos dos vidros recuados no apoio de braço dificultam o acionamento dos de trás. Faróis iluminam bem e o lavador do para-brisa é eficiente assim como os limpadores.

Colocar o Fiat Argo em movimento é tarefa fácil para o motor 1.8 de boa potência e torque elevado. Não empolga tanto, apesar de o fabricante declarar pouco mais de nove segundos para atingir 100 km/h, mas ultrapassagens são feitas em curto espaço de tempo. Dá segurança. Isso é o que interessa na estrada. Motor usa corrente em vez de correia, facilitando a manutenção. A direção com assistência elétrica é leve em baixa, nas manobras, e tem peso em alta. Falta apenas transmitir ao motorista que ele tem o carro na mão. A coluna de direção tem ajuste de altura e de distância. O volante tem boa pega e agrupa poucos comandos, o que contribui para a boa ergonomia. Os poucos problemas do Argo são de ergonomia. O diâmetro de giro grande ( 11 metros) requer muitas manobras em espaço apertado. Enquanto o diâmetro de giro é de 10,3 metros na versão 1.0, o que facilita manobrar. O Argo se destaca pela boa altura do solo. Não esbarra em rampa de garagem.

A suspensão bem calibrada filtra as imperfeições do solo. Ocupantes sentem pouco o desconforto do piso irregular, como ao passar nas junções de ponte, buracos, depressões, entre outros. O carro é firme nas curvas, com inclinação mínima da carroceria e comportamento previsível. Tem-se a sensação de segurança. A calibragem concilia conforto e estabilidade. Freios são bons. A versão HGT pode ser equipada opcionalmente com pneus de perfil baixo (50) montados em rodas aro 17 e nem a calibração esportiva prejudica o conforto. O Argo seria ainda melhor de dirigir se o pedal de embreagem estivesse bem posicionado. Outra falha em ergonomia. Afastado, exige esforço da musculatura da perna.

  • Câmbio merece atualização
  • Ainda não foi desta vez que a Fiat mudou o câmbio. Os engates da versão testada estavam precisos e leves, mas incomoda o curso longo da alavanca, fazendo o motorista esbarrar o cotovelo no encosto do banco ao engatar segunda e quarta marcha. Além disso, exige suavidade ao soltar a embreagem para não sacolejar o passageiro. O Fiat Argo tem linhas agradáveis, passa sensação de robustez, os ruídos internos são abafados e é bom de dirigir. Apesar de ser uma plataforma nova, o compartimento do motor é grande até para o motor 1.8. Não dá para entender o motivo, pois numa época de motores de baixa cilindrada com turbo, o espaço para o motor é cada vez menor. A Fiat já desenvolve turbo para motores 1.0 e 1.3, como a maioria dos fabricantes. Esses consomem e poluem pouco, e andam muito. Pode ser a tradução do popular bom, bonito e, nesse caso, nem sempre barato.

  • Segurança
  • O Fiat Argo tem toda a sopa de letrinhas, com controles de tração, estabilidade, hill holder, entre muitos outros de conforto e conveniência. O preço sugerido da versão HGT com câmbio manual de cinco marchas é de R$ 64.600. Os opcionais são kit stile (rodas aro 17 e forração em couro), R$ 2.500; airbag dianteiros laterais, R$ 2.500; kit tech (retrovisores com rebatimento elétrico, partida sem chave e acesso ao interior sem chave, sensores de chuva e crepuscular, e retrovisor interno eletrocrômico), R$ 2.800 e kit parking (câmera de ré), R$ 1.200. O preço sugerido da versão completa é de 73.600.

  • Motor
  • De quatro cilindros linha, flex, 1.747 cm³ de cilindrada, com potências de 139 cv (álcool) e 135 cv (gasolina) a 5.750 rpm e torques máximos de 19,3 kgfm (álcool) e 18,7 kgfm (gasolina) a 3.750 rpm Transmissão
      Tração dianteira e câmbio manual de cinco marchas Direção Tipo pinhão e cremalheira, com assistência elétrica Freios Disco ventilado na dianteira e a tambor na traseira Suspensão Dianteira, McPherson, e barra estabilizadora; traseira, eixo de torção Rodas/pneus 6×17”de liga leve (opcional) /205/70R17 Peso 1.243 kg Carga útil (passageiros+ bagagem) 400 kg Dimensões (metro) Comprimento, 4; largura, 1,75; altura, 1,50; distância entre-eixos, 2,52 Desempenho Velocidades máximas, 192 km/h (álcool) e 190 km/h (gasolina); aceleração até 100 km/h, 9,2 (álcool) e 9,6 (gasolina) Consumo (km/l) Urbano, 7,8 (a) e 11,4 (g); estrada, 9,2 (a) e 13,3 (g)

  • "Fiat Argo: todas as versões, equipamentos e motores"

  • A Fiat montou um cardápio variado para ocupar as vagas dos dois modelos: são três versões de acabamento, três opções de câmbio e três motorizações, além de uma série limitada Opening Edition Mopar, baseada na HGT, mas com visual exclusivo. A versão de entrada é a Drive, oferecida com os motores Firefly 1.0 (77/72 cv) com três cilindros em linha e seis válvulas e 1.3 (109/101 cv) quatro cilindros com 16 válvulas.

    O Argo Drive 1.0 será vendido apenas com câmbio manual de cinco marchas, enquanto o Drive 1.3 terá a opção da caixa automatizada GSR de cinco velocidades. O Argo Precision tem o 1.8 e.torQ (139/135 cv) e câmbio manual de cinco marchas ou automático de seis velocidades. Estas combinações, aliás, também estão disponíveis na versão esportiva HGT – que ressuscita a nomenclatura utilizada no antigo Brava.

    Na versão topo de linha, ar-condicionado digital, tela TFT de maior definição no painel e piloto automático (divulgação/Fiat) Dados divulgados pela Fiat indicam aceleração de 0 a 100 km/h em 9,2 segundos e velocidade máxima de 192 km/h, ambos com etanol no tanque. Se a escolha for pela gasolina, os números são de 9,6 segundos e 190 km/h, respectivamente.

    A montadora informa um consumo de combustível de 7,8 km/l na cidade e 9,2 km/l na estrada com etanol. Medindo com gasolina, o Argo 1.8 faz 11,4 km/l no percurso urbano e 13,3 km/l no ciclo rodoviário. Liderada por Peter Fassbender, a equipe de design fez um bom trabalho. O Argo é do mesmo porte do Punto: ambos têm 4,00 metros de comprimento e quase a mesma distância entre-eixos – 2,52 metros no Argo contra 2,51 metros do Punto.

    Olhando o Argo de frente é possível notar semelhanças com outros modelos da marca: os faróis espichados lembram o Mobi e os traços da grade e capô remetem ao Tipo europeu (cuja produção local foi descartada pelos altos custos). De lado, o desenho das colunas “C” lembra o VW Gol, mas não pense que falta personalidade. Um vinco na parte inferior das portas deixa o design agressivo e dá a sensação de que o carro é mais largo na base. A versão HGT é a única equipada com molduras pretas nos para-lamas – como no Punto T-Jet.

    Atrás, a principal fonte de inspiração dos designers foi bastante nobre: do formato das lanternas ao vinco que marca o formato da tampa do porta-malas, a traseira parece um retrato falado da Alfa Romeo Giulietta. Até o logotipo Fiat em letras garrafais (característica dos projetos mais recentes da marca) combina com o estilo esportivo do Argo. O interior tem acabamento acima da média dos compactos vendidos até então pela Fiat. As peças são bem encaixadas e a qualidade dos plásticos se equipara à da Toro, mesmo nas versões mais baratas.

    Da picape, aliás, vieram alguns componentes, como o painel de instrumentos e os controles de climatização, embora na picape o sistema de climatização tenha duas zonas de temperatura – no hatch há apenas uma. O visual é diferente da Toro nos dois casos, mas as peças são as mesmas.

  • Argo Drive 1.0:
  • Sistema start-stop, ar-condicionado, direção elétrica, vidros elétricos dianteiros, travas elétricas e tela de TFT de 3,5 polegadas no centro do painel de instrumentos. Opcionais: rádio Connect, câmera de ré + sensor de estacionamento traseiro, retrovisor elétrico com função tilt down e repetidores de seta laterais + vidros elétricos traseiros, central multimídia com tela de 7 polegadas + volante multifuncional com comandos de som e telefone + segunda entrada USB.
  • Argo Drive 1.3 MT:
  • Todos os itens da Drive 1.0 + sensor de pressão dos pneus, central multimídia com tela de 7 polegadas e volante multifuncional. Opcionais: rodas de liga leve de 15 polegadas + faróis de neblina, câmera de ré + sensor de estacionamento traseiro, retrovisor elétrico com função tilt down e repetidores de seta laterais + vidros elétricos traseiros.
  • Argo Drive 1.3 GSR:
  • Itens da Drive 1.3 MT + controles de estabilidade (ESP) e de tração, paddle shifts e assistente de partida em rampas. Opcionais: rodas de liga leve de 15 polegadas + faróis de neblina, câmera de ré + sensor de estacionamento traseiro.
  • Argo Precision 1.8 MT:
  • Itens da Drive 1.3 GSR + faróis de neblina, faróis com leds, rodas de liga leve de 15 polegadas e banco traseiro bipartido. Opcionais: airbags laterais, bancos em couro + rodas de liga leve de 16 polegadas, câmera de ré + sensor de estacionamento traseiro, tela de TFT de 7 polegadas no centro do painel + ar-condicionado digital + rebatimento dos retrovisores + partida do motor sem chave + sensor crepuscular + sensor de chuva + retrovisor fotocrômico.
  • Argo Precision 1.8 AT:
  • Itens da Precision 1.8 MT + piloto automático, paddle shifts e volante revestido em couro. Opcionais: airbags laterais, bancos em couro + rodas de liga leve de 16 polegadas, câmera de ré + sensor de estacionamento traseiro, tela de TFT de 7 polegadas no centro do painel + ar-condicionado digital + rebatimento dos retrovisores + partida do motor sem chave + sensor crepuscular + sensor de chuva + retrovisor fotocrômico
  • Argo HGT 1.8 MT / HGT 1.8 AT:
  • Itens da Precision 1.8 AT + tela de TFT de 7 polegadas no painel, rodas de liga leve de 16 polegadas, ponteira de escapamento. A configuração automática acrescenta piloto automático e apoio de braço paraa o motorista. Opcionais: airbags laterais, bancos em couro + rodas de liga leve de 16 polegadas, câmera de ré + sensor de estacionamento traseiro, ar-condicionado digital + rebatimento dos retrovisores + partida do motor sem chave + sensor crepuscular + sensor de chuva + retrovisor fotocrômico.
  • Argo HGT 1.8 AT Opening Edition Mopar:
  • Itens da HGT 1.8 AT + cor azul Portofino, teto, retrovisores e spoiler traseiro pintados de preto, rodas aro 16 escurecidas, kit de alto-falante e logotipo Mopar na traseira. Limitada a 1.000 unidades,

    A Fiat não divulgou os preços, mas deve fazê-lo ainda nesta quarta-feira (31).

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